26 de novembro de 2013

Fora do lugar

Fora do lugar, não sei como chegar, tropeço, me atrapalho.
O vento balança minha saia, brinca em minhas pernas, embaraça meu cabelo.
Passo os dedos, conto o tempo, estrelas... sonhos.
Solidão, companheira, me sorri pela manhã e me beija os olhos para eu adormecer.
Me pergunto...Será? Dessa vez?
Mas a chuva que cai lá fora me faz lembrar...
"que tudo que é sólido...desmancha no ar".
Fico sempre a um passo, uma pausa...respiro fundo 
e
Desisto de pular.
Recolho as almofadas, que amorteceriam a queda.
Ainda não será agora, se é que um dia será.
Continuo contando os dias, fingindo não esperar...
Encontrar o caminho que enfim me levará.