28 de fevereiro de 2016

O menino

Um dia desses conheci um menino...
Meio sem querer. Não me preparei
Seus olhos são incrivelmente expressivos
Me mostram sua alma
Difícil desviar o olhar, meio tímida, decide me entregar.
Suas mãos passaram por debaixo do meu vestido, num toque suave
Não quis resistir .. Tentei "me jogar sem medir".
Gentil como nunca antes vi, me despiu devagar, me lavou, me beijou o pescoço
E dentro de mim.. Ficou devagar e intenso. Me arrancou suspiros e sensações.
Ai que mim que se enrosca no seu corpo ao final.. E que olha no fundo dos seus olhos
Temos dores, os dois.. Mas esqueçamos isso por um dia e vivamos toda a explosão que o desejo despretensioso pode nos dar.
Faz de novo? Me vire, puxa o meu cabelo pro lado, me morde o pescoço e levanta de leve a saia do meu vestido? E se não .. Ei de lembrar de você  com a leveza dos dias feitos pra durar.

8 de fevereiro de 2016

A despedida


Essa será a última vez que me despeço de você, prometo...
Nada mais de conversas banais...apenas escute.
Como num conto de fadas às avessas, percebo
Toda a sua teoria sobre leveza...
Ora, olhe bem para mim..tudo em mim é denso...tudo urge e transborda
Eis minha leveza...beleza escondida sem meias palavras
Vou lavar você de mim...como se lava um ferimento.
Vou deixar a água levar tudo que imaginei ser você...
Vou esfregar nossas lembranças com força contra a minha pele até sangrar...
Sangrar até passar ... Até acabar
Até eu me despedir de você...definitivamente

7 de fevereiro de 2016

Soube, desde que meus olhos encontraram os seus, que aquela seria a última vez...
Soube agora, que não serei mais a menina que preenche seus sonhos e desejos...
Aquela da qual se perde a noite... Na espera ansiosa, pelo beijo.
Soube ontem mesmo.. Que terei que esquecer você..sem aviso prévio... Assim imediatamente.
Como se possível fosse arrancar sua saliva já depositada em todo o meu corpo.
Tirar de dentro... os movimentos ritmados da sua respiração ofegante.
Se eu soubesse antes... Nem teria ido..
A primeira versão da nossa história era muito melhor...
Mais drama, um quê de um sonho, absurdamente mágico.
E agora o que somos?
Mais do mesmo?
Soube, ou quis acreditar, que não seríamos.
É que o tempo..o medo.. As mentiras, reais ou não...fez tudo ruir
E agora, eu soube, não terei, nunca mais, onde ir.