17 de novembro de 2016

Meu lugar



Você entrou na minha solidão com cuidado,quando decidiu, naquele dia, não desistir...
Pegou na minha mão com força e fechou os olhos enquanto me beijava com calma...senti tudo o que pode caber mas que nunca esteve.
Você me pediu para ir com você, tantas vezes...e eu não pude, eu não quis...negar o que pulsava em mim. Vida!
Você me abraçou em silêncio e fez descansar meu cansaço no seu colo, aconchego de rede.

Em três curtas e intensas frações de tempo... nos fizemos bem...um ao outro. 
Lambemos nossas feridas com carinho e nos entregamos a toda a beleza que só os olhos da alma podem perceber.
E quando nos abrimos, conseguimos ver , ouvir  e sentir toda a magia e mistérios da completude que só o amor pode nos permitir.
Não poderemos negar o sol que brilhou no momento exato para iluminar nossos corpos entregues, sem censura, um para o outro. 
Não poderemos esquecer o som dos nossos sorrisos incrédulos com a lua que se exibiu no exato ângulo do nosso aconchego. 
Não poderei esquecer de todos os ângulos que filmei você, sem você perceber...e do amor que me inundou quando eu te vi sorrir, feliz.
Vou lembrar, sempre, das suas expressões...surpreso? com tudo aquilo que nunca havíamos sentido, ousado imaginar.
Não conseguiremos esquecer, nem se quisermos, dos nossos corpos arrepiados com a energia desse amor, percorrendo todos os cantos da nossa pele...do céu se abrindo para nós, para os sóis e lua, para ver toda a força do universo na ponta dos nossos dedos. 
Lembraremos ainda dos pequenos milagres da vida...do carinho dos cães, das borboletas dançando no ar, da vontade de não acabar...e da certeza que o ainda estamos por começar...