8 de dezembro de 2006

O problema de querer salvar sempre todo mundo
é que nunca sobra ninguém pra me salvar...
e quanto maior o abismo
mais gosto de me jogar...
estenda suas mãos à ela
e à ela cabe fazer-lhe feliz...
com um amor nunca tão belo quanto o meu
mas é o amor que queres e não eu...

13 de novembro de 2006

Receita do amor?

"Porque eu te amo, tu não precisas de mim.
Porque tu me amas, eu não preciso de ti.
No amor, jamais nos deixemos completar.
Somos, um para o outro, deliciosamente desnecessários"

1 de novembro de 2006


"Crescer é perder o direito às certezas
andar às cegas, lançar-se à bruma,
conhecer os distúbios dos desejos..."

30 de outubro de 2006

Eu sou...
tudo que calo...
o que não digo...
o que me dói a alma, em silêncio
só para caber, dentro do seu gostar...
eu sou quem não deveria ser..
sempre foi assim...sempre vai ser?
mas não tarda..até o amor acaba
e logo vou junto à ele...
não se engane...eu vou!!!

26 de outubro de 2006

É que eu amo seu cheiro
no meu corpo suado...
gosto do gosto da sua boca
depois de me enlouquecer com sua língua...
aliáss gosto muito da sua língua, gosto dos dentes também
no meu pescoço...mordendo.
Gosto do peso e do movimento....
gosto, e sinto falta.
E sonho quase todo dia em
ser aquela que acorda do seu lado...
com as pernas pesando sobre as suas.
Ah os meus sonhos!!!
Sempre resumos dos nossos encontros...
Diferenças irremediáveis,
você sempre tem sono e eu me desperto
e quero mais, sempre!
Mas gosto do seu tempo, que me dá tempo de chegar...
Você e eu...encaixa
só não sei onde encaixo essa saudade
se o que tenho, agora, são só lembranças...

Saudade...

19 de outubro de 2006

meu rosto..nem é o mais interessante...acredite, tem muito mais de onde veio esse brilho nos olhos...é meu caro...na alma!!!

13 de outubro de 2006

Meio louco, nem tanto, meio sério, tampouco.
Menos ainda distante.
Sem a tórrida fé no momento, creio sofrer de eternidade.
O presente das brisas, do céu, do luar,
as tardes audazes, dos jovens, das bocas, falantes, bem certas, seguras - me escapam.
A falta, é tão clara e nada lhe cobre como sombra,
nada lhe diz respeito, nada lhe tomba o passo, nada lhe é objeto, nada lhe satisfaz...
Fazer e não, ir ou vir, sentar ao céu noturno, ou ao sol - ninguém me repõe.
Disto, repiso, confirmo, repasso, revejo, me vejo, não sinto...
Foi-se, como vai o alheio barco no mar, como o peregrino, além, exige de si, o não encontrável. Tal qual, a luz de um cego, invade-me um som, mínimo, como um canto distante, de asas cinzentas da invernal mariposa, presa à teia, condenada à aracnea, ao sumo mortal, sem chance de ser ouvida.
Assim, um anjo sádico, em pesadelo, insiste: "o amanhã virá"... Mas qual?
Se é o tempo que escapou?
Se é ele o grande ausente, não mais deus, nem mesmo ritmo, nem sequer sonho...
Resto, resto, resto: sei aqui estar eu.

1 de setembro de 2006


Tantos passos...ainda me restam
longa estrada...vida breve
Tantos sonhos...ainda me restam
longo dia...noite breve
os sonhos não me alcançam
os já sonhados
não realizados
estão jogados
debaixo do tapete de coração
que você não me deu.

29 de agosto de 2006

A tempo não escrevo
mas hoje,
sem rimas,
gostaria de escrever
palavras ternas
à você.

16 de agosto de 2006

Você faz meu corpo..cantar
lindas canções!!

29 de julho de 2006

Dias estranhos, esses nossos dias...
confesso, ainda não sei como lidar...
andar sem ter a quem olhar
palavras a trocar, agora...
só calar,
risos,
mãos dadas...
agora um andar mais lento
solitário...
dias estranhos...

22 de julho de 2006

Se cantasse,
talvez o coração
Sossegasse no peito.
Mas vou perdendo o jeito
De cantar.
A vida,
devagar,
Leva-nos tudo,
e deixa-nos na boca o gosto de ser mudo.
Lembro-me bem do seu olhar,
ele atravessa ainda a minha alma,
como um risco de fogo na noite.
Lembro-me bem do seu olhar.
O resto...
Sim, o resto parece-se apenas com a vida.
Ontem, passeei nas ruas como qualquer pessoa.
Olhei para as montras, despreocupadamente,
E não encontrei amigos com quem falar.
De repente vi que estava triste, mortalmente triste,
Tão triste que me pareceu que seria impossível
Viver amanhã, não porque morresse ou me matasse
Mas porque seria impossível viver amanhã e mais nada.
Dói-me viver como uma posição incômoda.
Deve haver ilhas lá para o sul das cousas,
onde sofrer seja uma cousa mais suave,
onde viver custe menos ao pensamento.
Abrigo no peito, como a um inimigo que temo ofender,
Um coração exageradamente espontâneo.
Que sente tudo que eu sonho, como se fosse real,
que bate com o pé a melodia das canções que o meu pensamento canta,
canções tristes, como as ruas estreitas quando chove.
E por vezes as noites duram meses
E por vezes os meses oceanos
E por vezes os braços que apertamos
nunca mais são os mesmos
E por vezes
encontramos de nós em poucos meses
o que a noite nos fez em muitos anos
E por vezes fingimos que lembramos
E por vezes lembramos que por vezes
ao tomarmos o gosto aos oceanos
só o sarro das noites não dos meses
lá no fundo dos copos encontramos
E por vezes sorrimos ou choramos
E por vezes por vezes
ah por vezes
num segundo se envolam tantos anos...
"Naquela nuvem,
naquela,
mando-te meu pensamento: que Deus se ocupe do vento.
Os sonhos foram sonhados,
e o padecimento aceito.
E onde estás, Amor-Perfeito?
Imensos jardins da insônia,
de um olhar de despedida deram flor por toda a vida. A
i de mim que sobrevivo sem o coração no peito.
E onde estás, Amor-Perfeito?
Longe, longe,
atrás do oceano que nos meus se alteia entre pálpebras de areia"

(Cecília Meireles)
"Esse amor sem fim, onde andará?
Que eu busco tanto e nunca está.
E não me sai do pensamento, sempre, sempre longe.
Esse amor tão lindo que se esconde, nos confins do não sei onde.
Vive em mim além do tempo, longe, longe, onde?
Por que não me surges nessa hora como um sol.
Como o sol no mar quando vem a aurora. E
sse amor que o amor me prometeu.
E que até hoje não me deu.
Por que não está ao lado meu?
Esse amor sem fim,onde andará?
E sse amor, meu amor,
Onde andará? "
Como te amo?
Deixa-me contar de quantas maneiras.
Amo-te até ao mais fundo, ao mais amplo e ao mais alto que a minha alma pode alcançar buscando, para além do visível dos limites do Ser e da Graça ideal.
Amo-te até às mais ínfimas necessidades de todos os dias à luz do sol e à luz das velas.
Amo-te com liberdade, enquanto os homens lutam pela Justiça;
Amo-te com pureza, enquanto se afastam da lisonja.
Amo-te com a paixão das minhas velhas mágoas e com a fé da minha infância.
Amo-te com um amor que me parecia perdido – quando perdi os meus santos - amo-te com o fôlego, os sorrisos, as lágrimas de toda a minha vida!
E, se Deus quiser, amar-te-ei melhor depois da morte.

16 de julho de 2006

do que me vale...todas essas palavras?
nobre ilusão!
do que me vale...
todo esse amor?
do que me vale...
toda essa dor?
nobre ilusão..

(deixa eu tomar um remédio para dormir...que o pra dor não funciona mais)

14 de julho de 2006

13 de julho de 2006

"Ontem eu senti junto da tua carne
Uma energia rara...
teu calor prepara pra o perfeito encaixe
Ontem percebi que minha pele fala
E ela gritou maluca!"

7 de julho de 2006

nada mais dolorido que
sorrir...
me deixe chorar essa dor
me deixe ficar calada
essas poucas palavras
não bastam
e nunca bastaram
você não entende
e nem poderia
nada mais amedrontador
do que a dor
de sorrir

6 de julho de 2006

Me beija a boca com vontademe
morde o pescoço e
me arrepia a alma...
Suas mãos me roubam o calor
e meu corpo o espera
incansavelmente...
Puxa meu cabelo
e me fala suspirando coisas
inteligíveis
e o meu suspiro?
ouve apenas o ruído do silêncio dos nossos corpos
muitos silêncios...poucas palavras
Tudo tão claro...
existe algo que eu não sei o que é
e peço um pouco mais do tempo
e espero um tanto ainda
mas de repente
o despertador me acorda
desse inesquecível sonho...

5 de julho de 2006


Nada mais triste que meu olhar...no reflexo do espelho
hoje, nada mais triste...que eu!!!

3 de julho de 2006

a tempo não escrevo
mas hoje minhas palavras sucumbiram
e vieram parar aqui
me disseram em segredo
que gostariam de cantar para ti
uma canção,
suave...
canção de ninar
com umas simples palavras...
me deixa te amar?

12 de junho de 2006

Minha noite é como um grande coração batendo.
São três e meia da madrugada.
Minha noite é sem lua.
Minha noite tem olhos grandes que olham fixamente uma luz cinzenta filtrar-se pelas janelas. Minha noite chora e o travesseiro fica úmido e frio.
Minha noite é longa, muito longa, e parece estender-se a um fim incerto.
Minha noite me precipita na ausência sua.
Eu o procuro, procuro seu corpo imenso ao meu lado, sua respiração, seu cheiro.
Minha noite me responde: vazio; minha noite me dá frio e solidão.
Procuro um ponto de contato: a sua pele. Onde você está? Onde você está?
Viro-me para todos os lados, o travesseiro úmido, meu rosto se gruda nele, meus cabelos molhados contra as minhas têmporas.
Não é possível que você não esteja aqui.
(...)Minha noite é um coração de estopa.
Minha noite sabe que eu gostaria de olhar você, acompanhar com as minhas mãos cada curva do seu corpo, reconhecer seu rosto e acariciá-lo.
Minha noite me sufoca com a falta de você.
Minha noite palpita de amor, amor que eu tento represar mas que palpita na penumbra, em cada fibra minha.
Minha noite quer chamar você, mas não tem voz.
Mesmo assim quer chamá-lo e encontrá-lo e se aconchegar a você por um momento e esquecer esse tempo que martiriza. São quatro e meia da madrugada.
Minha noite se esgota.
Ela sabe muito bem que você me faz falta e toda a escuridão não basta para esconder essa evidência.
Essa evidência brilha como uma lâmina no escuro.
Minha noite quer ter asas para voar até onde você está, envolvê-lo no seu sono e trazê-lo até onde estou.
Em seu sono você me sentiria perto e seus braços me enlaçariam sem você despertar.
Minha noite não traz conselhos.
Minha noite pensa em você, sonha acordada.
Minha noite se entristece e se desencaminha.
Minha noite acentua a minha solidão, todas as minhas solidões.
O silêncio ouve apenas minhas vozes interiores.
Minha noite é longa, muito longa.
Minha noite teme que o dia nunca mais apareça, porém ao mesmo tempo minha noite teme seu aparecimento, porque o dia é um fio artificial em que cada hora conta em dobro e, sem você, já não é vivida de verdade.
Minha noite pergunta a si mesma se meu dia não se parece com a minha noite.
Isso explicaria à minha noite por que razão eu também tenho medo do dia.
Minha noite tem vontade de me vestir e me jogar para fora, para ir procurar o meu homem. Minha noite o espera. Meu corpo o espera.
Minha noite quer que você repouse no meu ombro e que eu repouse no seu.
Minha noite quer ser voyeur do seu gozo e do meu, ver você e me ver estremecer de prazer. Minha noite quer ver nossos olhares e ter nossos olhares cheios de desejo.
Minha noite é longa, muito longa.
Perde a cabeça, mas não pode afastar de mim a sua imagem, não pode fazer desaparecer o meu desejo.
Ela morre por saber que você não está aqui, e me mata.
Minha noite o procura sem cessar.
Meu corpo não consegue conceber que algumas ruas ou uma geografia qualquer nos separe.
Meu corpo gostaria de beijá-lo em seu sono... e, nessas trevas, ser despertado com os seus beijos.
Minha noite não conhece hoje sonho mais belo e mais cruel do que esse.
Minha noite grita e rasga os seus véus, minha noite se choca contra o próprio silêncio, mas meu corpo continua impossível de ser encontrado.
Você me faz tanta falta, tanta.
E suas palavras.
E sua cor.
Logo o dia vai raiar.

Carta de Frida Kahlo a Diego Rivera, Cidade do México, 12 de Setembro de 1939. Carta não enviada

3 de junho de 2006

e se quer saber...
calei
não sei como dizer
que minhas palavras
não encontram rimas
nesse vai e vem
e que nem eu
nem você...
ninguém
pode saber
que na verdade
tudo não passa
e se passa
cala
e se cala
morre.

17 de maio de 2006

Hoje vou dormir..
com a palavra não dita
com o sorriso não dado
com o charme não lançado
com meu perfume lavado...
Aquele perfume que você gosta
e que sempre guardo...
Hoje, e peço para que não seja sempre
e nem seja nunca
durmo sem você!!!

10 de maio de 2006

me ver criança...linda...e ainda com tantos sonhos
ver meu coração...repleto de amor,
me ver...me olhar..
a viagem mais longa
foi a que fiz, naquele dia
para dentro de mim....

2 de maio de 2006

"Te esperei
Vinte e quatro horas ou mais
De cada dia que eu vivi
Te esperei
Mais de sete dias por semana
Sem um só dia te trair
Te esperei
Te esperei mais de nove meses
Sem poder parir
Te esperei
Te esperei mais de doze vezes
Doze meses
E te esperava
Até um novo século surgir
Te esperei
Vinte marços
E mais fevereiros
Eu te esperei
E espero ainda
Nos campos
Nos mares
E nas avenidas
Nesse novo janeiro
Quero te dar boas vindas"

...enquanto você atende o telefone...

e no meio de tudo isso...
bom mesmo é saber que te falta, as minhas palavras
aquelas que cabem minha alma...
meu suspiro de amor e de não amor...
meu perfume quando acordo, no travesseiro...
Palavras...que me cabem tão bem
e que nem sempre me calam
essa minha urgência
essa minha mocidade
essa minha impermanência
de ser...de ser como minhas palavras...
eternas e transitórias...
e que bom, se a ti elas falam... a minha falta.

20 de abril de 2006

"Hoje eu tenho apenas uma pedra no meu peito
Exijo respeito, não sou mais um sonhador
Chego a mudar de calçada
Quando aparece uma flor
E dou risada do grande amor
Mentira"
(Chico Buarque)

17 de abril de 2006

agora...meu sorriso
é farsa,
meu silêncio
falso,
meu amor
amargo,
não como o chocolate...

16 de abril de 2006

"A vida é agora,
No velho albergue da Terra,
E cada um num quarto
E numa história,
De manhãs mais leves
E céus de esperança imaginada
E de silêncios de escutar,
E te surpreenderás a cantar,
Mas sem saber por quê
A vida é agora,
Nas tardes frescas
Que te vem o sono
E os sinos girando as nuvens,
E chove sobre os cabelos
E nas mesinhas dos cafés ao ar livre,
E te perguntas incerto: quem você é,
Quem? Quem?
É você que empurra para frente o coração
E o trabalho duro
De ser gente e não saber
O que será o futuro;
É você no tempo que nos faz maiores
E sozinhos no meio do mundo,
Com a ânsia de procurar juntos
Um bem mais profundo
E um outro que te dê descanso
E que se curve pra você
Esperando que você peça mais,
Sem entender o que é,
E tu, que me flerta,
Nesse instante imenso,
Acima do barulho das pessoas,
Me diga se isto tem um sentido;
A vida é agora,
No ar suave de uma sesta,
São rostos de crianças
Contra as vidraças,
E os prados que se esfregam como gatinhos,
E estrelas que se juntam nas luminárias,
Milhões,
Enquanto você se pergunta onde está,Onde está, onde está
É você que levará seu amor
Por cem mil caminhos,
Porque nunca tem fim a viagem,
Mesmo se acaba um sonho;
É você que traz um vento novo nos braços,
Enquanto vem me encontrar
E aprenderá que para morrer
Bastará um por-do-sol.
Numa alegria que faz mais mal que a tristeza,
E qualquer tarde dessas encontrará você
Não se desperdice
E não deixe passar um dia
Para descobrir a si próprio
Filho de um céu tão belo
Porque a vida é agora."

11 de abril de 2006

Não posso aparecer para ti
e nada posso te pedir..
somente confessar
que teu corpo acendeu em meu corpo
um desejo urgente e louco
de virar água bem no meio do teu fogo
e de sentir a terra evaporar...
Sou frágil como uma flor..
Sou livre como uma borboleta
Sou linda como a brisa da manhã
Sou um pouco de cada coisa
Sou feita de carinho
Sou o belo e o feio
Sou perfeita e sem conserto
Sou apenas alguém que sonha
Sou aquela garota mimada
Sou a mulher mais desejada
Sou simplismente eu por inteiro
Sou o tudo e o nada
Sou o mais e o menos
Sou águas passadas
Sou alguém que quer ser feliz..
Sou aquela pessoa especial
Sou aquela menina legal
Que chora, ri, pensa e engana...
Sou tudo que você ama..

10/04/1993 (isso mesmo..tinha apenas 11 anos..)
Aparece logo..
pois sua menina está perdendo a graça dos olhos,
a beleza dos lábios
as curvas do corpo...
Aparece!
Para que possamos descobrir
perplexos...
as coisas pequenas
tão visivéis
que somente juntos podemos ver...
Olhar-te rubra
Aspirar teu ar
Sonhar, tocar-te
Seduzir-te
Rir...

Soprar-te aromas
Deixar-se sonhar
inebriar-te
abrir-se
Florir...

Morrer de amar-te
deixar-se matar
Ser Julieta
Ofélia
Afrodite..

9 de abril de 2006

Tanto tempo...
nem me lembro como tudo isso começou
na verdade...apenas uma vontade imensa de fazer valer
uma vontade de ser diferente do que sou
mas isso não é assim
ninguém pode fugir do que é...
e não pude..
Não pude amar meu rosto...meus olhos no reflexo daquele velho espelho
Desculpe..meu jeito intenso de ser...
um dia tinha que aparecer..

6 de abril de 2006

imagine...
é tão natural
que hoje esqueci
meu remédio
pra dor...

("eu trocaria a eternidade...por essa noite")

5 de abril de 2006

e do meu silêncio..
eis que surge...você...
quanta supresa cabe em seu sorriso?
quanta alegria cabe em meu olhar...
e juro...não jurar..
e juro não desviar..
nunca mais...o meu olhar

4 de abril de 2006

"Somos Somente a fotografia.
Dois navegantes perdidos no cais
Distantes demais...
Somos instantes, palavras, poesia
Dois delirantes ficando reais.
Distantes demais...
Noites de sol, loucos de amar
Quem poderia nos alcançar.
Eu e você, sem perceber, fomos ficando iguais.
Longe...
Distantes demais.."
(Lenine)
"Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Escolho meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta.
Não quero só o ombro ou o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios,daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice. Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos,nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril.''
(Oscar Wilde)

2 de abril de 2006

Quando o que doi mais é a indeferença
minhas feridas se calam...

26 de março de 2006

"Ainda há um pouco de seu gosto em minha boca
Ainda há um pouco de você amarrada à minha dúvida
Ainda é um pouco difícil de dizer o que está acontecendo..."
agora, e por algum tempo....
eu sou só silêncio.

25 de março de 2006

Você me fez chorar...
e se eu te perdoar
nunca mais vou te amar..
nem que for pra perder....
mas preciso saber.!
uma coisa é degustar uma boa comida...
outra coisa é matar a fome....

(se é que me entende...)
Minha casa é meu corpo
com suas muralhas, um templo
Mas só você pode impedir-me
Basta dizer, ao menos uma vez:
Fica, pois preciso de ti
ou se não
deixe minhas chaves quando sair.
Estamos tão perdidos, nosso corpos e almas se estranham...
Nossos corações cansados de sofrer já não querem amar
Quantos sonhos perdidos pelo orgulho
Quantos beijos por dar
Quantas palavras não ditas, olhares perdidos por não ter a quem olhar
De tanto negar o amor...acho que ele não virá....Nunca, nunca mais
Me diz o sobrenome da sua alma
A razão da sua calma
sua cólera
seu medo
e seu amor...
Me diz ...
aonde foi que rompeu?
Quem de nós que morreu?
Quem, que ocupado demais
Com problemas banais
Esqueceu de dizer adeus..

23 de março de 2006

Eu bem queria saber
o tempo da sua pressa
seu compasso, seu passo...

Eu bem queria saber
a forma da sua calma
sua poesia, sua dor, sua alma...

Saber seu momento
seu alento, seu querer...

Eu bem queria saber
como faço,
como posso,
quando chego....

Eu bem queria....você...

22 de março de 2006

Sonho infantil...

"O meu cavalo alado teve a asa quebrada
Quiz voar tão alto, e tanto e logo
Enrodilhou-se ao vento insano que pasava
Deixou-me preso a meu desatino
Vivendo de lágrimas por não mais ir
Ao encontro da minha vida
Se o vires por ai, apele ao seu coração
e insista e diga logo algo sobre minha solidão
e sobre o amor que busco com o serviço infinito de suas asas"
Júlio Fernandes

...e depois que amanhece...

....é depois que amanhece a gente constata...
que amor não mata....

....

Há em algum lugar, um lugar inabitável
Aquele lugar onde posso tudo, o inacreditável...
Há em algum espaço, um pedaço inabalável
Aquele pedaço que nos falta, onde cada passo é imutável...
Há em alguma pessoa, um sorriso impraticável
Aquele que se sorri com alma, onde qualquer som é imponderável...
Há em você, algo de imprevisível, imprescindivel, Impoluto
De onde se vê um inconfundivél olhar...
De onde vens?
A onde queres me levar?
Juro, eu posso até imprecar...Para não deixar-te nunca mais me deixar....

O meu amor....

Eis que do meu amor
restou apenas uma frase de uma canção...
da qual só me lembro dessa frase.

Eis que do meu amor
restou apenas fagulhas
do fogo que antes o iluminou

Eis que do meu amor
restaram pistas do que foi um dia...

Eis que do meu amor
o pouco que restou...é o que
ainda sou.