26 de outubro de 2007

Do meu jardim nasceu Juliana

Das Rosas que colhi no jardim
A mais bela trouxe-me a paz em
minha alma
Deu-me a nostalgia do olhar
E as emoções da embriaguez
Das Rosas mais lindas que vi
Você, Juliana foi à única por quem devotei meu amor,
motivou meu coração
E tranqüilizou -me com seu sorriso
Das Rosas que desenhei
Foi pelo seu olhar que me apaixonei
ressuscitou minha alegria de ser feliz
Das Rosas que amei
Foi do seu orvalho que desejei
Cativou a sede de mais amor
E me ensinou o que é viver
Das Rosas que criei
Você Juliana, foi quem dediquei todo o amor e carinho
Que sempre sonhei
Das Rosas que sonhei
você foi quem me despertou
e me fez sonhar outra vez, Juliana!
Com amor

Mamãe 24/12/92

9 de setembro de 2007

Senhoras e senhores
pasmem
ele realmente existe
surgiu como se saído de um sonho meu
desses bem malucos
Tem o sorriso ainda mais lindo que o imaginado
o sorriso, mero detalhe
naquela boca, macia, suave, quente.
Sabe os olhos, que eu imaginava como me olhariam?
me olharam tantas e tantas vezes,
me desnorteando
me olhou de tão perto...
enxergou minha alma.
Noite fria, confesso.
o cobertor...molhado...
orvalho.
Mas ele me toca, e tudo para.
No céu da Esplanada....
só existe o silêncio
os seus olhos e os meus
nada constrangedor
e depois, o elevador....
quem diria,
Ele existe.

22 de agosto de 2007

Dificilmente existirá um homem que me compreenda
apenas os fragmentos...
sim, eu fragmentada
sou em parte entendida.
Alguns compreendem meu medo
outros, compreenderam meu sorriso,
Alguns leram meus poemas,
outros consideraram desmedidos, sem motivo
Existiram homens que me enxergaram
outros, apenas, desejaram
há ainda os que não desejam...mais como o desejo é algo eminente..
desejam...
Há quem tente compreender meu choro
Há os que não percebem as lágrimas...
Mais sei...
não existirá nenhum homem
que me verá por inteiro
assim como sou....
composta por todos os meus fragmentos...

17 de agosto de 2007

Brincando com os sons das palavras

enlaço com minhas coxas morenas
teus serenos ombros
estranho abraço
teço nos fios dos teus cabelos
secretas tranças
danço movendo a minha pélvis contra o teu pescoço
canso , repouso sobre a cama o torso umedecido
lanço no espaço silencioso e pálido
meus gemidos
mansos são teus movimentos.
Nálu Nogueira

26 de junho de 2007



Eu falo de solidão
eu falo e sinto
sinto com os olhos abertos
e fechados
sinto na cama vazia
e cheia de almofadas
sinto ter que
caminhar sozinha...
Quem me ouve, não imagina
que eu choro, às vezes
a noite, sozinha, na mesma cama vazia
palco da minha solidão.
Eu falo de solidão,
daquela que não se escolhe
e não se pode voltar atrás
Confesso,
sinto falta.
Eu falo de solidão
eu falo e sinto.

18 de junho de 2007

Felicidade

Olhos fechados
onde estou?
Olhos abertos
o Lago,
o Céu...
Nuvens?
Chocolate
Você!
Olhos molhados...
dor estranha do não estar
dor estranha de deixar
dor que se gosta quando doí...
Olhos nos olhos
quantos desejos se passam
e quando não passam
não findam
não acabam...
Num piscar de olhos
simples,
pura
Felicidade...
Sonetos que não são


"Aflição de ser eu e não ser outra.
Aflição de não ser, amor, aquela
Que muitas filhas te deu, casou donzela
E à noite se prepara e se adivinha

Objeto de amor, atenta e bela.
Aflição de não ser a grande ilha
Que te retém e não te desespera.
(A noite como fera se avizinha.)

Aflição de ser água em meio à terra
E ter a face conturbada e móvel.
E a um só tempo múltipla e imóvel

Não saber se se ausenta ou se te espera.
Aflição de te amar, se te comove.
E sendo água, amor, querer ser terra."

(Hilda Hilst)

5 de junho de 2007




Inverno




Meus olhos estão secos

meus lábios

e meu coração

Clima estranho esse de Brasília

seca nossa pele

nosso querer, seca

a boca resseca

e sangra.

Vento frio,

gela

enquanto se aquece em algum lugar

eu espero o dia clarear.

Mas o tempo apaga tudo

e o tempo seca tudo...

o meu desejo

toda essa água,

evapora, sem você

remedio

e espero o verão voltar...

8 de maio de 2007

Ontem mar aberto
me sentia embriagar
doce balanço
seu abraço a me embalar
Hoje sou deserto
boca seca
sinto-me salivar
sede
do seu toque
seu gosto
que não estar
e do deserto ao mar aberto
longa estrada a caminhar....

18 de abril de 2007

Eu já esqueci você
Eu tento crer
Mas não posso te ver
Tudo volta
seu nome
seu rosto
seu gosto
sua cama
Eu já esqueci você
Tento crer
mas a carne da sua boca
faz-me enlouquecer
Nunca digo não e nunca dizes sim
Sei o que queres
Mas eu vou...
Em busca de algo mais
Carinhos, olhos, saliva, paz?
e você depois de tudo diz:
- Adeus! Agora nunca mais.

8 de abril de 2007


Inquieta


Você,
me pede pra esperar

eu me sento
e conto até 10.


Você,
me pede pra esperar

eu me deito
e conto até 100.

Você,
me pede pra esperar
eu me banho
e conto até a água secar.


Você,
me pede pra esperar

e eu digo, claro
até o dia clarear
.

27 de março de 2007


Tomo um ar

fecho os olhos,

respiro fundo.

Seu cheiro.

Um silêncio

minha voz baixa

sussurando ao seu ouvido

palavras desconexas.

Abro os olhos

constato

é fato

você existe.

Eu penso

de onde vem toda essa água?

disfarço e te deixo.

E em mim

um vidro embaçado.

24 de fevereiro de 2007


"Detesto jogos...
Detesto os jogos da vida
sou avessa às disputas
Detesto emular com o inimigo
trauma antigo
secular
Gosto do olho no olho
pra começar a questão gosto dos toques,
dos gestos
me exponho à rejeição
Suporto bastante as falhas
pois sou infalível em falhar
agüento os porres alheios
permito-me embriagar
Por isso às vezes me tolho
Por isso às vezes me encolho
E fico a ruminar
Cogito, reflito, penso
E começo a gargalhar."


LUNA

14 de fevereiro de 2007

"Não falo do AMOR romântico, aquelas paixões meladas de tristeza e sofrimento.
Relações de dependência e submissão, paixões tristes.
Algumas pessoas confundem isso com AMOR.
Chamam de AMOR esse querer escravo, e pensam que o AMOR é alguma coisa que pode ser definida, explicada, entendida, julgada.
Pensam que o AMOR já estava pronto, formatado, inteiro, antes de ser experimentado.
Mas é exatamente o oposto, para mim, que o amor manifesta.
A virtude do AMOR é sua capacidade potencial de ser construído, inventado e modificado.
O AMOR está em movimento eterno, em velocidade infinita.
O AMOR é um móbile.
Como fotografá-lo? Como percebê-lo? Como se deixar sê-lo?
E como impedir que a imagem sedentária e cansada do AMOR nos domine?
Minha resposta?
O AMOR é o desconhecido.
Mesmo depois de uma vida inteira de amores, o AMOR será sempre o desconhecido, a força luminosa que ao mesmo tempo cega e nos dá uma nova visão.
A imagem que eu tenho do AMOR é a de um ser em mutação. O AMOR quer ser interferido, quer ser violado, quer ser transformado a cada instante.
A vida do AMOR depende dessa interferência.
A morte do AMOR é quando, diante do seu labirinto, decidimos caminhar pela estrada reta.
Ele nos oferece seus oceanos de mares revoltos e profundos, e nós preferimos o leito de um rio, com início, meio e fim.
Não, não podemos subestimar o AMOR não podemos castrá-lo.
O AMOR não é orgânico.
Não é meu coração que sente o AMOR.
É a minha alma que o saboreia.
Não é no meu sangue que ele ferve.
O AMOR faz sua fogueira dionisíaca no meu espírito.
Sua força se mistura com a minha e nossas pequenas fagulhas ecoam pelo céu como se fossem novas estrelas recém-nascidas.
O AMOR brilha.
Como uma aurora colorida e misteriosa, como um crepúsculo inundado de beleza e despedida, o AMOR grita seu silêncio e nos dá sua música.
Nós dançamos sua felicidade em delírio porque somos o alimento preferido do AMOR, se estivermos também a devorá-lo.
O AMOR, eu não conheço.
E é exatamente por isso que o desejo e me jogo do seu abismo, me aventurando ao seu encontro. A vida só existe quando o AMOR a navega.
Morrer de AMOR é a substância de que a Vida é feita.
Ou melhor, só se Vive no AMOR. E a língua do AMOR é a língua que eu falo e escuto."


Moska

12 de fevereiro de 2007

Tudo que escrevo
tudo vem de dentro....
para fora.
eu tento
dizer a ti, quem sou
me leia...me toque
palavra por palavra
me sinta...me veja
refletida nos seus olhos
olhos mareados da sombra do ontem.
Entre,
deixei a porta aberta
mas logo se fecha.
Esqueçamos tudo
até mesmo como isso se chama
se é que podemos chamar
algo de amar....

1 de fevereiro de 2007

É que esperei tanto...
tantos dias e noites
por isso, não se espante
com meus abraços abertos
na porta
com minhas mãos
estendidas a ti
receba meus sonhos
meus medos
e me faça feliz.
Espero a tanto
o dia amanhecer....claro.
Me abrace e prometa
que a grande noite
ficou para traz

30 de janeiro de 2007

debaixo do lençol
suas mãos me invadem
consumindo pedaço por pedaço
do meu corpo
e me sinto quente
e sinto frio
sinto as pontas dos seus dedos
me descobrindo, encantadas
sorrindo...a cada nova descoberta.
Me deito mais perto de você
e me viro para que sintas o perfume
quando o vento soprar
até ele ficar na sua pele
no seu pelo
assim como em mim
fica seu cheiro.
Debaixo do lençol
te procuro a noite toda...
seu cheiro e suas mãos
mas é tudo sonho
e acordo na cama vazia...mais uma vez!

23 de janeiro de 2007

é que meus olhos dizem do meu silêncio
tudo o que eu não posso silenciar...

21 de janeiro de 2007


noite quente....estranhamente quente
eu procuro por você
que nunca esteve e não chegará pela manhã.
Hoje procurei você, que nem ao menos sei o nome
procurei a noite, e não dormi
só pra te encontrar.
Minha cama, parece agora o deserto
imenso, solitário.
e sinto de leve o toque de suas mãos
em meus quadris.
Apenas um vento mais forte
você não está, nunca esteve.
Coloco o travesseiro entre minhas pernas
na tentativa de imitar um corpo, para me jogar
mas nada pode ser, você.
Nada pode secar as lágrimas
de saudade, de tudo que eu ainda não vivi
daquele amor, que ainda não senti
e da dor, confesso que perdi...
por que mais nada pode ser, você, nada!

16 de janeiro de 2007

saudade do tempo....
em que tudo era mais simples
segure a minha mão
e me leve a esse lugar
pelo menos essa noite.

Me leve, leve...