30 de outubro de 2006

Eu sou...
tudo que calo...
o que não digo...
o que me dói a alma, em silêncio
só para caber, dentro do seu gostar...
eu sou quem não deveria ser..
sempre foi assim...sempre vai ser?
mas não tarda..até o amor acaba
e logo vou junto à ele...
não se engane...eu vou!!!

26 de outubro de 2006

É que eu amo seu cheiro
no meu corpo suado...
gosto do gosto da sua boca
depois de me enlouquecer com sua língua...
aliáss gosto muito da sua língua, gosto dos dentes também
no meu pescoço...mordendo.
Gosto do peso e do movimento....
gosto, e sinto falta.
E sonho quase todo dia em
ser aquela que acorda do seu lado...
com as pernas pesando sobre as suas.
Ah os meus sonhos!!!
Sempre resumos dos nossos encontros...
Diferenças irremediáveis,
você sempre tem sono e eu me desperto
e quero mais, sempre!
Mas gosto do seu tempo, que me dá tempo de chegar...
Você e eu...encaixa
só não sei onde encaixo essa saudade
se o que tenho, agora, são só lembranças...

Saudade...

19 de outubro de 2006

meu rosto..nem é o mais interessante...acredite, tem muito mais de onde veio esse brilho nos olhos...é meu caro...na alma!!!

13 de outubro de 2006

Meio louco, nem tanto, meio sério, tampouco.
Menos ainda distante.
Sem a tórrida fé no momento, creio sofrer de eternidade.
O presente das brisas, do céu, do luar,
as tardes audazes, dos jovens, das bocas, falantes, bem certas, seguras - me escapam.
A falta, é tão clara e nada lhe cobre como sombra,
nada lhe diz respeito, nada lhe tomba o passo, nada lhe é objeto, nada lhe satisfaz...
Fazer e não, ir ou vir, sentar ao céu noturno, ou ao sol - ninguém me repõe.
Disto, repiso, confirmo, repasso, revejo, me vejo, não sinto...
Foi-se, como vai o alheio barco no mar, como o peregrino, além, exige de si, o não encontrável. Tal qual, a luz de um cego, invade-me um som, mínimo, como um canto distante, de asas cinzentas da invernal mariposa, presa à teia, condenada à aracnea, ao sumo mortal, sem chance de ser ouvida.
Assim, um anjo sádico, em pesadelo, insiste: "o amanhã virá"... Mas qual?
Se é o tempo que escapou?
Se é ele o grande ausente, não mais deus, nem mesmo ritmo, nem sequer sonho...
Resto, resto, resto: sei aqui estar eu.